Pensamentos

Visões

Bendito seja Odin por nos permitir mudar de opinião .

Tudo no mundo está em constante mutação, não é diferente a mente humana.
Novas convicções, costumes, línguas,  partidos, modas, modelos. Tudo novo.

Então por que se manter igual?

As pedras já existem para serem duras por nós, não precisamos também nos martirizar e exercer esse papel. Ousar enfrentar as próprias convicções e idiossincrasias não é crime, pelo contrário, é libertação. Nem que seja um pouco por dia, livre-se delas, vá postergando-as sem medo. Sinta o novo deixando suas pernas dormentes e sua visão turva.
Não tenha medo disso, você vai perceber que é libertador.

Pode dar medo de inicio (e vai dar), enfrentar paradigmas criados pelo seu eu a tanto tempo não é uma batalha que não doa. Mas é justamente a dor que vai te fazer ter certeza que tudo isso foi bom.

Lapide essas arestas de uma mente quadrada e estagnada. Beba liberdade em goles fartos (ou em shots rápidos se preferir), sem medo da tontura da felicidade, ou de uma posterior dor de cabeça do cotidiano, ele existe pra isso, nos manter sociáveis enquanto pudermos, porque quando não aguentarmos mais, os muros levantados em nossa consciência estarão lá para serem pulados, derrubados, explodidos ou seja lá o jeito que você preferir para obliterá-los.
Por isso, pare agora, olhe pra dentro, encare aquele velho quadro que você pintou sobre algum aspecto da sua insignificante existência nesse reles planetoide, arranque-o da parede, jogue um balde de tinta fresca no vazio deixado e pinte com as próprias mãos a sua volta por cima nas convicções de outrora.

A pior coisa do mundo é não poder andar por ter medo de gastar as pernas. Pare de envergonhar a própria existência e bote os membros inferiores pra trabalhar. Logo verá que todos os valores e imagens que há tanto tempo habitavam a cidade proibida da sua ilusão mental não passavam de meras foto-cópias das fotos das sombras da caverna.

Pare já com isso, encare a parede da caverna, questione-a, depois se apoie nela até sair de lá e encontrar a luz do lado de fora de uma existência livre, que vai tornar digna a frase: “Eu sou vivo”

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O que é você?

Não basta andar, falar, comer, beber, fazer. Também é preciso ser. Ser alguém, algo, alguma coisa que seja.

E para ser, é necessário a essência. Venha ela da onde for. Para ser o que você quer, não basta desejar. Tem que fazer. Fazer por merecer, fazer aparecer, fazer te notarem como o que você é.

E sendo, não pare de ser. Continue indo, andando fazendo acontecer. Ou suma da frente e não atrapalhe aquele que deseja mais forte do que você.

Mova-se. Sempre em frente e com certeza. mas caso a certeza escape de seu alcance, pare. Olhe. Escute. Reflita, e volte atrás aonde você a deixou. E recuperando-a, não cesse sua caminhada rumo ao seus objetivos.

Liberte-se. Não se prenda a nada que não ache justo. Não ache justo àquilo a que não se deve prender. Pois viver na injustiça, já  faz parte das estigmas diárias. Livre-se delas, livre-se dos machucados, livre-se das escaras adquiridas pelo óbvio.

Não seja óbvio. Seja coerente. Acredite na ironia. Ironize algo, ironize a você mesmo, ironize a vida, porque de séria já basta a morte.

Felicidade. Não acredite nessa falácia. Acredite em você.

Moral e bons costumes. Apenas para os fracos.

Descontrua a obviedade, e lute pela liberdade de expressão, e principalmente, pela liberdade de ação.

A ação de permitir-se viver. De permitir-se correr riscos e aceitar verdades, mesmo que elas não sejam suas verdades.

Mastigue o hoje, engula o amanhã. E na manhã seguinte vomite com o orgulho o passado. Aquele mesmo passado que te dá um sorriso na cara, toda vez que retorna ao seu figuramento. Ou caso ele não seja tão bom assim, curta a ressaca da decepção e do arrependimento, mas se preparando, para quando encarar seus semblantes novamente, tomá-los de uma só vez numa bela golada de vitória e supremacia.

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A difícil arte de ter opinião

Todo dia, assistimos, ouvimos e absorvemos coisas e assuntos novos. Alguns relevantes, outros nem tanto. Alguns engraçados outros nem tanto. Alguns informativos outros nem tanto.

Já nesse ato de acharmos ou não relevante, engraçado, útil e etc, expressamos nossa opinião.

O dicionário Michaelis descreve opinião como:

sf (lat opinione) 1 Maneira de opinar; modo de ver pessoal; parecer, voto emitido ou manifestado sobre certo assunto. 2 Asserção sem fundamento; presunção. 3 Conceito, reputação.4 Juízo ou sentimento que se manifesta em assunto sujeito a deliberação. 5 Capricho, teimosia. (…)

Ou seja, baseados em nossos conhecimentos e experiências de vida, somos capazes de dar um parecer sobre aquilo que acabamos de absorver, um parecer PESSOAL.

Por muitas vezes, também levamos em conta a opinião de terceiros, sejam pessoas do nosso círculo de convivência ou até mesmo, pessoas as quais temos admiração, como cientistas, filósofos e artistas (por artistas entendam músicos, pintores, atores etc. Ex-BBBs NÃO CONTAM).

Mas ultimamente, tenho percebido que ter uma opinião contrária a da maioria, deixou de ser apenas um direito constitucional meu, e passou a ser encarado com maus olhos.

Não adianta argumentar, defender seus motivos e mostrar fatos. Pra eles, você está errado. Aliás, não só errado, você está sendo ofensivo.

É triste não poder mais ter uma discussão sadia sobre determinado assunto, pois se você tem uma opinião diferente do senso comum, será visto como anarquista-comunista-nazista-ET-de-varginha que ousa usar um pouco da sua cabeça e ter outra visão sobre o assunto discutido.

É triste ver como o ser mais “evoluído” dentre os animais se comporta justamente como um ser sem as mesmas capacidades de raciocínio, e passa a simplesmente não aceitar que você pensa diferente dele. Podem chamar de ignorância, de burrice, de teimosia. Eu chamo de intolerância. A partir do momento em que eu defendo meu ponto de vista, de forma racional e educada, e minha opinião é vista com hostilidade, pra mim é intolerância. A mesma intolerância que, com grandes doses de psicopatia, fez Hitler conceber o holocausto.

Por opinião, também quero dizer suas escolhas pessoais, desde seu time de futebol à sua religião.

Eu torço pro Corinthians por N motivos. É o time do meu pai, sou apaixonado por ele, vários jogadores importantes jogaram por lá e etc. Já o meu caro comparsa blogueiro Raphael (@loucurapoka)é palmeirense até o osso. Obviamente ele tem os motivos dele pra gostar do verdão assim como também tem motivos pra não gostar do coringão. Temos o ponto de discussão, as argumentações e as opiniões. Pronto. Ninguém saiu ferido. Não é porque ele torce pro arque-rival do meu time, que eu vou partir pra ignorância. Não é porque ele usa verde que eu vou deixar de andar com ele. Assim como ele também não vai deixar de falar comigo, apesar dele ainda achar o Palmeiras melhor que o Corinthians (coitado…).

Ainda usando meu nobre companheiro Raphael como exemplo, posso citar a complicadíssima questão da religião. Ele é evangélico e eu sou ateu. Ele tem as próprias convicções de porque acreditar em Deus, e eu tenho as minhas de porque não acreditar. Apesar dessa diferença, que muitos podem considerar enorme (tal qual a infinita disputa entre Palestinos e Judeus) eu e ele fizemos quatro anos de faculdade juntos, sendo do mesmo grupo, estudando juntos cinco dias por semana, e por várias vezes se vendo aos finais de semana, não só para fazer trabalhos mas como também para se divertir e sair com a galera. Ou seja, temos claramente opiniões diferentes sobre um assunto muito polêmico, mas como pessoas civilizadas que somos, aceitamos os argumentos um do outro e convivemos na mais perfeita paz.

Ainda falando de religião, isso me lembra um texto do Marcel (@bqeg – blogs “Byte Que Eu Gosto” e “Cadê o meu Dorflex?”), e parafraseando ele, quando as pessoas ficam sabendo que não tenho religião e não creio num deus, ao invés de ateu ouvem “leproso”. Passam a me encarar diferente, como se eu fosse uma pessoa sem escrúpulos, um assassino. É triste, mas acontece.

Somos diferentes por natureza, cada pessoa tem sua impressão digital única. Cada pessoa tem seu DNA único. E por que não ter também sua opinião única? É preciso aprender que ACEITAR uma opinião não significa automaticamente CONCORDAR. Eu aceito que o Raphel é palmeirense, assim como ele aceita que eu seja corintiano, e isso não nos faz menos fanáticos por nossos clubes nem menos amigos um do outro.

Creio que a capacidade da fala, e logo da argumentação, seja o que mais nos diferencia do resto do reino animal, então será que não está na hora de usarmos elas decentemente e passarmos a finalmente ser a espécia mais evoluída, ao invés de simplesmente repudiar violentamente a opinião alheia?

P.s.: Podem deixar suas opiniões, prometo aceitá-las =)

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E agora José?

RockyBalboa5

 

E a hora chegou. Depois de quatro longos anos, a jornada se encerra.

Após a grande noite (e que noite!) as cortinas se fecham glamurosamente fechando mais um ciclo de vida.

Toda a expectativa criada, toda confiança creditada e todas as unhas roídas valeram à pena. Nem o aparente nervosismo e falhas técnicas tiraram o brio da apresentação. Fomos praticamente impecáveis. Flutuávamos nos comentários e críticas doces dos convidados da banca.

Fizemos nossa parte com maestria, e recebemos até mais retorno do que esperávamos. Alívio. Pernas bambas. Suspiro da vitória. E acabou. Quatro intensos anos de descobertas, lutas e vitórias.

É claro que não chegaria aqui sem a ajuda de alguns companheiros.

Sem a liderança do Luciano. Sem a serenidade do Richard. Sem as viagens do Miojo e sem a histeria da Mel, eu não teria chegado até aqui.

E seria uma heresia não creditar metade de tudo que aconteceu a todos os professores que tanto nos apoiaram e ajudaram.

O dia seguinte não parecia seguinte. Ainda era o mesmo. Falta de sono e incredulidade, não nos deixavam acreditar que aquilo foi real. Mas foi, e como foi…

Até que acordamos. E percebemos o quanto de potencial realmente tínhamos. E que mesmo contra todas as dificuldades, vencemos. Quase plenamente, já que ficamos com o sabor levemente amargo de um 9,5.

Mas e agora? E agora José? E agora Guilherme? O show acabou e as cortinas se fecharam. Fecharam-se para abrir novamente, mas agora num palco maior. No palco do “resto da vida”.

O prólogo dessa peça já começou bem, mas e o que virá depois? Não há roteiro escrito, apenas uma página em branco, pronta pra que eu desenhe nela o meu layout (Afinal eu sou diretor de arte né?).

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Onde ela está?

Eramos íntimos. Praticamente todo dia tínhamos contato direto.

Sonhava com ela, sonhos quem me faziam viajar profundamente. Sorria com ela, alegrias as quais ela me fazia ter.  Não cansava de tê-la, de adorá-la, de cortejá-la e instigá-la.

As vezes ela era meio teimosa, se fazia de difícil, ficava com manhas e me ignorava. Mas eu, paciente que sou, respirava fundo e a convencia a aparecer.

Mas de uns tempos pra cá, ela andou ficando mais teimosa (Ou eu que fiquei mais duro?). Ela está arisca, nervosa, e eu nem tão paciente quanto era. O seu jogo duro definitivamente está me afetando.

Tento manter a calma.

Mas o que fazer se preciso dela pra viver? E se ela não vem, vou me deprimindo. Não sei mais qual rumo tomar para tê-la novamente. Só sei que preciso dela.

Já fiquei de ponta cabeça, comi bastante doce,  bati a cabeça na parede, meditei e nada. Ela não vem.

Tento voltar as origens e refazer meus pensamentos para deixá-los iguais aos de quando comecei isso tudo. Tomara que dê certo.

A concentração falha, a motivação não é tão forte quanto antes (não sei bem por quê), mas mesmo assim não perco as esperanças de tê-la de volta.

E nessa solidão mental, só me resta um pedido a fazer: Idéia volta pra mim!

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Don’t Stop

Frustração, tristeza, incredulidade ou falta de confiança. Deve haver algo mais. Ver o que está acontecendo e não saber o que fazer. Impotência. Fraqueza talvez? Não sei, mas parece que a pressão fez efeito. E aí vem ela, a sombra da derrota. Assolar a mente não tranquila de quem não consegue cumprir seu dever.

Frustração. De estar desapontando quem tanto confiou em você. De não retribuir o que lhe foi dado. E de fazer parecer que não está gastando a energia correta.

Não há nada mais além disso. O ambiente é perfeito. As condições, as de sempre. Mas o que falta então?

Frustração. De, ao chegar aqui, ver que está desapontando a si mesmo. Esse não foi o planejado. Não foi o sonhado. Não foi.

E não será. O que falta será achado. Há tempo, eu espero. E se achado não for, será inventado, moldado, construído, com suor e transpiração.

E no fim, deixarei um sorriso nos que me acompanharam. E uma certeza: EU NÃO PAREI DE TENTAR.

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