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Eu e o nada.


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Eu.
Eu e o nada.
Eu começo tudo e não termino nada.
Eu quero ser tudo e não sou nada.
Eu quero amar, ela quer ser amada.
Tento ser completo, mas a alma, inacabada.
Tento ser chuva, mas acabo pedrada.
Tento subir novamente a escada inalcançada.
Tentativa, erro, segue o caminho, ideia não aplicada.
Falo, discurso, explico, mas não se ouve nada.
Ao meu redor, romaria, procissão, manada.
Segue a vida, a inércia, a má vontade exacerbada.
O descontrole, o descaso, e o desafeto da jornada.
Vazio, sorriso e dor, existência moldada.
Inexperiência, aprendizado, estranhamento, data marcada.
Desperdício, de tempo, de vida, valores e pele suada.
Menos é mais, sem esforço, sem remorso, experiência empurrada.
E no crescer da vivência, morre a incerteza, chocada.
Deixar para trás, olhar pra frente, soltar as mãos, entrelaçadas.
Todo dia desafio, reinvenção, orgulho, repreensão obstinada.
Só um caminho, pouco tempo, expectativas variadas.
O esquecimento, da essência, do objetivo, da alma acorrentada.
Nada a perder, nada a se prender, todo dia coisa nova, prendada.
E no seguir da existência, não se prenda, cabeça libertada.
Pois assim sigo, as dúvidas, as respostas, eu e o nada.

 

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