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Conceitos

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“Não há destino” – Talvez seja a parte que eu mais goste em Matrix. Simples e direta. Não há destinos, não há formas nem formatações a serem praticadas. Só há vontade e moção.

Nascemos tão livres e receptivos, por que nos cegarmos e seguirmos um caminho que não queremos? Por que abdicar do riso diário, da vontade própria, e até mesmo da sua dose homeopática de hedonismo por causa de um conceito?

Já não bastasse as obrigações diárias, o pouco de felicidade e prazer que nos resta, vai aos poucos tendo que ser postergado, para enfim, ser trocado a força pela diversão conceitual que te dominará, pois quem sai dela, é desajustado e imaturo. E é claro que ninguém quer sair do padrão médio não é? Claro que não…

Maturidade: A arte de você deixar de ser o que realmente é, fazer o que realmente gosta, e se acoplar a um rótulo em troca de uma aceitação sob a visão adulta. Ou como eu prefiro definir: A arte de você deixar de ser quem é, deixar de fazer o que gosta e perder seus interesses, para ter que se ajustar a um padrão “pai-de-família-da-classe-média”, ter seu carrinho popular na garagem, sua bela esposa na cozinha, sua casa com cerquinha branca e um cachorro chamado Rex.

Sair desse caminho social, faz os outros te olharem tal qual você fosse uma pessoa com necessidades especiais. Não te levam a sério, acham efêmero, e no fundo, rezam para que você deixe logos suas “manias” e seja “normal”. E claro, olham com o distinto olhar de inquisição dos que acham que você não cresceu.

(Por “manias”, entenda-se todo tipo de diversão social que não seja “adulta” tal qual futebol com os amigos, assistir Faustão e ver a rodada do brasileirão aos domingos.)

Num mundo com tantas possibilidades e caminhos, só temos a perder seguindo conceitos auto-degenerativos e retrógrados como a falácia da maturidade.

Está na hora de perceber que o tal sentido da vida, que tantos procuram, simplesmente não existe. Não existe por que não há um sentido, não apenas um, mas vários. E cada um deles é você quem faz e almeja. Sem precisar se prender a dogmas e conceitos forjados a mãos de ferro na abatida e domada sociedade.

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