Não basta andar, falar, comer, beber, fazer. Também é preciso ser. Ser alguém, algo, alguma coisa que seja.
E para ser, é necessário a essência. Venha ela da onde for. Para ser o que você quer, não basta desejar. Tem que fazer. Fazer por merecer, fazer aparecer, fazer te notarem como o que você é.
E sendo, não pare de ser. Continue indo, andando fazendo acontecer. Ou suma da frente e não atrapalhe aquele que deseja mais forte do que você.
Mova-se. Sempre em frente e com certeza. mas caso a certeza escape de seu alcance, pare. Olhe. Escute. Reflita, e volte atrás aonde você a deixou. E recuperando-a, não cesse sua caminhada rumo ao seus objetivos.
Liberte-se. Não se prenda a nada que não ache justo. Não ache justo àquilo a que não se deve prender. Pois viver na injustiça, já faz parte das estigmas diárias. Livre-se delas, livre-se dos machucados, livre-se das escaras adquiridas pelo óbvio.
Não seja óbvio. Seja coerente. Acredite na ironia. Ironize algo, ironize a você mesmo, ironize a vida, porque de séria já basta a morte.
Felicidade. Não acredite nessa falácia. Acredite em você.
Moral e bons costumes. Apenas para os fracos.
Descontrua a obviedade, e lute pela liberdade de expressão, e principalmente, pela liberdade de ação.
A ação de permitir-se viver. De permitir-se correr riscos e aceitar verdades, mesmo que elas não sejam suas verdades.
Mastigue o hoje, engula o amanhã. E na manhã seguinte vomite com o orgulho o passado. Aquele mesmo passado que te dá um sorriso na cara, toda vez que retorna ao seu figuramento. Ou caso ele não seja tão bom assim, curta a ressaca da decepção e do arrependimento, mas se preparando, para quando encarar seus semblantes novamente, tomá-los de uma só vez numa bela golada de vitória e supremacia.

Da hora. Parece preleção de final de Champions League!